segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

4ª Palestra ESC à Quarta


Poema da semana

EM QUE LÍNGUA ESCREVER        NA KAL LINGU KE N NA SKRIBI NEL

(português)                                                                                 (kriol)

Em que língua escrever                                       Na kal lingu ke n na skribi
As declarações de amor?                                    Ña diklarasons di amor?
Em que língua cantar                                            Na kal lingu ke n na kanta
As histórias que ouvi contar?                                Storias ke n contado?

Em que língua escrever                                          Na kal lingu ke n na skribi
Contando os feitos das mulheres                            Pa n konta fasañas di mindjeris
E dos homens do meu chão?                                  Ku omis di ña tchon?
Como falar dos velhos                                            Kuma ke n na papia di no omis garandi
Das passadas e cantigas?                                        Di no passadas ku no kantigas?
Falarei em crioulo?                                                 Pa n kontal na kriol?
Falarei em crioulo!                                                  Na kriol ke n na kontal!
Mas que sinais deixar
Aos netos deste século?                                           O n na tem ku papia
                                                                                Na e lingu lusu
Ou terei que falar                                                      Ami ku ka sibi
Nesta língua lusa                                                       Nin n ka tem kin ku na oioin
E eu sem arte nem musa                                            Ma si i bin sedu sin
Mas assim terei palavras para deixar                          N na ten palabra di pasa
Aos herdeiros do nosso século                                   Erderos di no djorson
Em crioulo gritarei                                                      Ma kil ke n ten pa konta
A minha mensagem                                                     N na girtal na kriol
Que de boca em boca                                                 Pa recadu pasa di boka pa boka
Fará a sua viagem                                                        Tok i tchiga si distino

Deixarei o recado                                                         Ña recadu n na disal tambi na um fodja
Num pergaminho                                                          Na e lingu di djinti
Nesta língua lusa                                                            Pa no netus ku no erderos bin sibi
Que mal entendo                                                            Kin ke no sedu ba
E ao longo dos séculos                                                   Anos... mindjeris ku omis d’e tchon
No caminho da vida                                                       Ke firmanta no storia
Os netos e herdeiros
Saberão quem fomos
Odete Semedo




Pensamento da semana

Falo: português, alemão, francês, inglês, espanhol, italiano, esperanto, um pouco de russo; leio: sueco, holandês, latim e grego (mas com o dicionário agarrado); entendo alguns dialetos alemães; estudei a gramática: do húngaro, do árabe, do sânscrito, do lituano, do polonês, do tupi, do hebraico, do japonês, do checo, do finlandês, do dinamarquês; bisbilhotei um pouco a respeito de outras. Mas tudo mal. E acho que estudar o espírito e o mecanismo de outras línguas ajuda muito à compreensão mais profunda do idioma nacional. Principalmente, porém, estudando-se por divertimento, gosto e distração.


Quando escrevo, repito o que já vivi antes. E para estas duas vidas, um léxico só não é suficiente. Em outras palavras, gostaria de ser um crocodilo vivendo no rio São Francisco. Gostaria de ser um crocodilo porque amo os grandes rios, pois são profundos como a alma de um homem. Na superfície são muito vivazes e claros, mas nas profundezas são tranqüilos e escuros como o sofrimento dos homens.
João Guimarães Rosa

domingo, 21 de fevereiro de 2010

21 de Fevereiro - Dia Internacional da Língua Materna

Dia Internacional da Língua Materna
celebrado a 21 de Fevereiro
UNESCO
Celebra-se a 21 de Fevereiro o Dia Internacional da Língua Materna. Proclamado pela Conferência Geral da UNESCO em Novembro de 1999, desde Fevereiro de 2000 que se comemora este Dia Internacional, com o obje(c)tivo de promover a diversidade lingu[ü]ística e cultural e o plurilingu[ü]ismo. Este ano, a UNESCO organiza na sua sede em Paris uma conferência internacional, tendo por tema as línguas e o ciberespaço.

Estimam-se em quase 6000 as línguas faladas no mundo, mas cerca de metade está à beira da extinção. Neste contexto, a UNESCO propõe que a Internet contribua para a recuperação das línguas ameaçadas. Assinale-se que o português não faz parte deste conjunto, dado que se crê ocupar a 6.ª posição na lista dos idiomas mais falados no mundo.

Fonte: http://www.ciberduvidas.pt/noticias.php?rid=59

Is technology friend or foe when it comes to preserving local languages? That’s one of the questions to be posed as part of a two-day event to mark the 11th International Mother Language Day (IMLD).
The International Symposium: Translation and Cultural Mediation will bring together experts in Paris on February 22 and 23 to discuss topics including bridging global and local languages and Translation, Mutual Understanding and Stereotypes.
Information sessions on UNESCO’s languages and multilingualism activities will include one on the New Atlas of Endangered Languages. In addition there will be two education presentations, one on mother tongue instruction in bilingual or multilingual education and the other entitled Technology and the Mother Tongue; Friend or Foe?
IMLD has been celebrated annually on 21 February since 2000 to raise awareness of the importance of recognizing cultural and linguistic diversity and multilingual education. This year it is celebrated as part of the 2010 - International Year for the Rapprochement of Cultures.
IMLD grows in importance each year with more and more countries organizing educational and cultural events. This year, among other events worldwide, the village of Kovacica in the Republic of Serbia where national minorities of Slovaks. Romanians, Roma, Hungarians, Ruthenians and Croats live alongside Serbs, will celebrate the event with roundtables and discussions. On February 21 one lesson in every school in Serbia will be dedicated to mother languages.
Fonte:

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Poema da semana

Pensamento da semana

Este livro é para si meu amigo. Foi escrito a pensar em todas aquelas pessoas que gostariam de estudar e de aprender mas que não tiveram ocasião para isso. O meu amigo é um deles. Suponho que é camponês ou operário, rapaz novo ou homem feito, e que já lhe sucedeu ficar a meditar sobre as razões por que acontecem certas coisas que observa. Talvez que o meu amigo já tenha dito lá para consigo, por exemplo: por que será que quando tiro um balde de água de um poço, vai tudo muito bem enquanto o balde está dentro de água, mas quando sai dela pesa que nem chumbo? Por que será? Ou então: que cores tão bonitas serã aquelas que à vezes aparecem no céu, formando um arco, em certos dias de tempo chuvoso? Ou ainda: (...)

(...) Procurei ir ao encontro do seu pensamento e responder às suas prováveis interrogações, sempre do modo mais simples possível, pois sei que o meu amigo não tem os estudos suficientes para compreender certas explicações ou o significado de certos termos que eu deveria usar para ser mais correcto. Não mostre este livro a nenhuma pessoa sabedora porque essa encontraria com certeza muitos motivos de censura nas minhas palavras. Acharia que aqui não estava bem explicado, que lai tinha usado palavras impróprias, que mais adiante não era bem assim como digo, etc., etc.. E tinha razão. Mas não se preocupe com isso. Isto é só para o meu amigo. Quando tiver vagar pegue no livro e entretenha-se a ler.

Rómulo Vasco da Gama de Carvalho

(Lisboa, 24 de Novembro de 1906 - Lisboa, 19 de Fevereiro de 1997)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

J. Robert Oppenheimer (22 de Abril de 1904 - 18 de Fevereiro de 1967)

No dia 16 de Julho de 1945 um grupo restrito de cientistas assistiu ao nascimento da era nuclear, com a detonação da primeira bomba atómica num lugar remoto do deserto do Novo México. Entre estes, o físico J. Robert Oppenheimer, líder do projecto Manhattan, e responsável máximo pelo sucesso técnico da demonstração. À medida que se erguia um imenso e tenebroso cogumelo de fumo, Oppenheimer recordou-se de um verso do poema hindu Bhagavad Gita: "Tornei-me a morte, destruidora de mundos". Além de apropriada, a famosa citação não foi acidental. Ele admitiu que o antigo poema teve uma profunda influência na sua filosofia de vida - chegou a aprender sânscrito para o poder ler no original - e dele conseguiu obter a determinação para completar o desenvolvimento da bomba, sem vacilações morais.
Fonte:

http://www.gazetadefisica.spf.pt/index.php?page=59&view=Article:Edition&id=653&where=fe

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Bibliotecas - Novo conceito - Inauguração da Biblioteca de S. Paulo





Novo espaço cultural da zona norte de SP começa adaptado para pessoas com deficiência e se aproxima do conceito das grandes livrarias para atrair leitores.
No dia 8 de Fevereiro, a capital paulista ganhou um novo espaço de cultura: a Biblioteca de São Paulo. Instalada no parque da Juventude, na área da antiga Casa de Detenção do Carandiru, a nova biblioteca pública se inspirou no conceito das grandes livrarias da cidade para conquistar seus leitores.
“A ideia é que ela pareça uma “megastore” pública”, explica o Secretário de Estado da Cultura de São Paulo, João Sayad. “Ela deve ter tudo aquilo que essas lojas oferecem, mas estará aberta para atender a todos.”
A biblioteca custou cerca de R$ 12,5 milhões (R$ 10 milhões do Estado e R$ 2,5 milhões do Ministério da Cultura). E, para atrair seus futuros usuários, não investiu apenas no acrevo de 30 mil livros.
Além de dispor de outras mídias, como CDs e DVDs, o projeto centrou esforços na decoração do prédio, na oferta de tecnologia e em uma estrutura completamente acessível e preparada para atender pessoas com deficiência.
Entre esses recursos, estão mesas reguláveis, que se adaptam a qualquer tamanho de cadeira de rodas, folheadores automáticos de páginas, para aqueles que perderam os movimentos das mãos, e também computadores adaptados.
Usuários cegos terão ainda mil títulos de “audiobooks” e um equipamento que, automaticamente, é capaz de transpor obras literárias convencionais para faixas de áudio ou placas em braile. “Isso deve aumentar muito a oferta de livros para cegos”, afirma Adriana Ferrari, gestora do projeto e assessora da Secretaria de Cultura.
Estratégia de sedução
A Biblioteca de São Paulo dedica grande parte de seus 4.200 m2 aos mais jovens. Todo o andar térreo está divido em alas para três faixas etárias: de zero a três anos, de quatro a 11 anos e de 12 a 17 anos. Ali, poltronas coloridas e pufes dividem espaço com estantes baixas -projetadas sob medida- nas quais livros, discos e filmes ficam misturados e expostos diretamente ao público.
Também estarão à disposição cem computadores, com livre acesso à internet, dezenas de jogos eletrônicos e um aparelho Kindle, o livro digital da Amazon. “É uma tentativa de atrair o não leitor”, afirma Sayad. “Se o hábito de ler voltar a ser moda algum dia, podemos fazer uma biblioteca escura, austera. Hoje, para conquistar o público de não leitores, ela precisa ser assim.”
O esforço para seduzir os frequentadores pautou a escolha do espaço -próximo ao metrô- e o projeto arquitetônico, que contemplou um café, uma varanda com espaço para shows e saraus e um auditório.
“Teremos uma programação de cursos e oficinas, voltada inclusive para temas que não estão ligados à literatura, como o grafite”, conta a diretora da biblioteca, Magda Montenegro.
Ela também promete um horário expandido de atendimento – até as 21h de segunda a sexta, e até as 17h, aos sábados, domingos e feriados. “Não dá para fechar na mesma hora da repartição pública. A intenção é que as pessoas venham para cá depois do trabalho”, afirma.





 Fonte:

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Fórum Gulbenkian de Saúde 2010

Mind Faces. As diferentes faces da saúde mental.

Fórum Gulbenkian de Saúde 2010

O diário de Boby Baker: Mental Illness and me, 1997-2008



De 25/02 a 25/03/2010 das 10h às 18h Selecção de desenhos do diário onde Bobby Baker, performer e humorista britânica, registou o seu estado mental ao longo dos anos em que recebeu tratamento psiquiátrico. Inicialmente privados, estes desenhos tornaram-se uma forma de comunicar pensamentos complexos e emoções difíceis de articular à sua família, aos amigos e colegas de profissão.
 


25/02/2010, Quinta às 09h30 SESSÃO DE ABERTURA Emílio Rui Vilar, Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian Isabel Mota, Fundação Calouste Gulbenkian Ana Jorge, Ministra da Saúde 10h00 - Inauguração da exposição “Bobby Baker’s Diary Drawings: Mental Illness and me, 1997-2008” 10h45 SAÚDE MENTAL E CIÊNCIA: NOVAS CONTRIBUIÇÕES 17h15 “How to live”, Bobby Baker Performance (projecção de dvd) FÓRUM GULBENKIAN DE SAÚDE 2010 - Saúde Mental e Ciência: novas contribuições
 
Programa completo:
 
 
Mais informações aqui

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Livros na praia - Comemoração dos 30 anos das estantes billy

Bondi Beach, a praia mais famosa da Austrália, recebe livros:







A empresa de design de mobílias IKEA colocou estantes com livros na praia Bondi Beach, a mais famosa da Austrália. A ação comemora os 30 anos de um dos mais populares móveis da companhia, a estante Billy. Foram colocadas 30 delas na areia, com os mais diversos títulos de ficção e não-ficção. Os frequentadores da praia podem trocar os seus livros por títulos presentes nas estantes ou então fazer doações em dinheiro que serão destinadas às fundações The Australian Literacy, de incentivo à literatura e linguagem, e Numeracy Foundation, que dá subsídios ao estudo de matemática e suas aplicações.
A IKEA foi fundada em 1943 por Ingvar Kamprad, na Suécia. Filiais da empresa podem ser encontradas atualmente em diversos países ao redor do mundo. É referência na fabricação de móveis e artigos domésticos.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Pensamento da semana

Mas o que sabíamos nós da vida real? Aos 17 anos entrei para a Faculdade sem fazer a mínima ideia do que isso fosse. Aos 19 casei-me, ainda completamente em branco (e não me refiro só à cor do vestido). Só seis anos, três filhos e centenas de livros mais tarde é que resolvi arrumar os meus valores como quem arruma um guarda-vestidos. Isto não, isto não se usa, isto não gosto, isto sim, isto seguramente, isto talvez. Os preconceitos foram os primeiros a desandar, assim como todos os itens que à pergunta porquê só me tinham respondido porque sim, ou, pior, porque sempre foi assim. E eu, tumba, lixo, se sempre foi assim é altura de deixar de ser e começar a abrir caminho às gerações futuras (ainda não sabia que entre os meus 12 netos se contariam nove mulheres). Ouvi ontem uma jovem a dizer, a revolução que nós fizemos nos últimos anos. Não meu amor: a revolução que NÓS fizemos nos últimos 50 anos. Mas não interessa quem fez o quê. É preciso é que tenha sido feito. E que seja feito. E eu fiz tudo, quando ainda não era suposto. Quando descobri que ser livre era acreditar em mim própria, nos meus poucos, mas bons, valores pessoais.

Depois foram as circunstâncias da vida. A alegria de mais um filho, erros, acertos, disparates, generosidades, ingenuidades, tudo muito bom para aprender alguma coisa. Tudo muito bom. Aprender é a palavra chave e dou por mal empregue o dia em que não aprendo nada. 
Rosa Lobato Faria (20 de Abril de 1932 - 2 de Fevereiro de 2010)
Fonte:  Jornal de Letras, Artes e Ideias http://aeiou.visao.pt/um-rasto-de-hortela=f546518

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

3ª Palestra ESC à Quarta - Testemunhos (2)

Nome: SÉNIO CONTÉ

Idade: 17 anos

Nacionalidade: Guineense/Portuguesa

9º E

No passado dia 3 de Fevereiro, recebemos na escola uma pessoa de grande valor aqui na escola e sinceramente adorei aquele momento e adorei saber que ainda existe alguém que se preocupa com África e não quer só explorar o nosso continente. Adoro saber que gosta imenso da Guiné-Bissau, país dos meus pais e que tem lá família. Mas o que mais gostei foi dos lindos e amáveis poemas. É difícil decidir de qual gostei mesmo mais porque todos tinham uma qualidade excelente e gostei de tudo mesmo. Espero ter outra visita destas na escola.
Obrigado...

JOAQUIM DA SILVA

9º E, nº 6

O poema de que mais gostei foi “Em Que Língua Escrever”, de Odete Semedo, em particular desta parte:


“falarei em crioulo?

falarei em crioulo!

mas que sinais deixar

aos netos deste século

(…) em crioulo gritarei

a minha mensagem

que de boca em boca

fará a sua viagem.”
Este poema lembra-me os tempos difíceis que o meu país (Guiné) atravessou durante a guerra de 1988.

TIAGO QUINTAS

9º E, nº 12


O que eu gostei mais na conferência foi sobretudo os poemas da minha terra, principalmente os do Pepetela e do Luandino Vieira.


ABRAÃO SILVA

9º E, nº1

O eu gostei mais na quarta feira dia 3, foi dos poemas, principalmente as poemas de Cabo Verde, porque é a minha terra. Também gostei de ouvir falar sobre o Luandino, foi muito bom.

Exposição "Passion Fruit"

EXPOSIÇÃO PASSION FRUIT


Está patente na Biblioteca da nossa escola uma exposição integrada no Projecto Educação para a Saúde, subordinada ao tema Passion Fruit que envolve a turma D do 11º ano e a turma de Inglês do 12º ano, da qual fazem parte alunos das turmas A, B, C e D. Esta actividade teve como objectivo comemorar o Dia dos Namorados, Dia dos Afectos, que a nível concelhio se celebrou no dia 11 do corrente mês.

Embora a origem da expressão Passion Fruit esteja relacionada com a Paixão de Cristo, pretendeu-se apenas dar asas à criatividade dos alunos, levando-os a “brincar” com estas duas palavras.



Within each soul lies passion,

The fruit of darkness, light and power

Some worship it, while others disdain it

Some hold it in and some push it out

Only a few can taste it, only a few can know

of all the beautiful places and people of our world

None compare to passion fruit's allure.

Anonymous

Profs. Cristina Ramalho e Cristina Evangelista

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas (BAD) - OFERTAS DA BIBLIOTECA

Com este serviço, passam a ser disponibilizados livros, revistas e CD-ROM que, por não se inserirem no âmbito da política de aquisições da Biblioteca, não deverão integrar o respectivo fundo documental.
O serviço "Ofertas da Biblioteca" ocorre todas as primeiras 3ªs feiras de cada mês, nas instalações da biblioteca da BAD e dentro do seu horário de abertura (13 -19 h).
Próxima data: 2 de Março de 2010.
Mais informações aqui

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Dia Europeu da Internet Segura – 9 de Fevereiro

Este ano, e para assinalar o Dia Europeu da Internet Segura, dia 9 de Fevereiro, o SeguraNet propõe que os professores, desenvolvam com os seus alunos, actividades em sala de aula e/ou no Centro de Recursos.
As actividades decorrerão durante a semana de 8 a 12 de Fevereiro, com especial incidência no dia 9, envolvendo o maior número de alunos e professores possível, para que neste (s) dia (s), as questões da literacia digital e da segurança na Internet, sejam debatidas pela comunidade escolar.
As Actividades apresentam-se suportadas por um Guião de Exploração passo-a-passo, tendo como ponto de partida a análise e reflexão em torno de seis ALERTAS.
Estes ALERTAS (ilustrações acompanhadas por texto) colocam os alunos perante situações reais que ocorrem com alguma frequência, quando usam o computador e a Internet. Os alunos deverão, depois de reflectir, responder à questão: O que farias?
Pretende-se desta forma, fomentar o sentido crítico e a utilização segura e esclarecida da Internet, de forma a fazer jus ao lema do SeguraNet: Tu decides por onde vais.
A proposta de actividades e os recursos podem ser consultados em http://seguranet.pt/alertas
  O SeguraNet é um projecto da responsabilidade da Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, do Ministério da Educação, constituindo-se como parte integrante do consórcio Internet Segura, que decorre no âmbito do programa europeu Safer Internet Plus.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

3ª Palestra Esc à Quarta - Testemunhos (1)

No dia três de Fevereiro, a nossa escola teve a honra de receber a professora Fernanda Afonso. Tivemos a oportunidade de assistir à palestra intitulada Percursos e desafios identitários das literaturas africanas que se insere no Ciclo de "Palestras ESC à Quarta", no âmbito do conjunto de programas culturais promovidos pela Biblioteca dirigidos à comunidade escolar.
Foi contagiante ver uma plateia lotada de professores e alunos! A Fernanda Afonso cativou todos os presentes que manifestaram grande entusiasmo pela excelente palestra que terminou com a apresentação de slides sobre África e música africana. Agradecemos a todos os que estiveram presentes e prestigiaram o momento vivido. Agradecemos à Fernanda a viagem que nos proporcionou. Agradecemos, também, o carinho que continua a manifestar pela escola. Parabéns, Fernanda, por continuares a encantar-nos!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Poema da semana - José Craveirinha (28 de Maio de 1922 - 6 de Fevereiro de 2003)



Memoria del Festival Internacional de Poesía de Medellín. En su poema, leído en portugués, con subtítulos en castellano, el poeta y héroe nacional de Mozambique José Craveirinha, se expresa la atmósfera de la lucha clasista de los mineros del carbón de su país y el significado del espíritu de resistencia de los trabajadores contra los patronos, expoliadores.

José Craveirinha nació en Maputo, Mozambique, Africa, en 1922. Se desempeñó como periodista. Fue uno de los grandes poetas de Africa durante el siglo XX y de la lengua portuguesa. Su obra estuvo ligada a la defensa de los derechos de los pueblos africanos. Recibió numerosos premios en diversas países del mundo, entre ellos el Premio Nacional de Poesía de Italia, el Lotus de escritores Afro-Asiáticos, y el Premio Continental de Poesía en Africa y otros reconocimientos importantes en Brasil y Portugal. Fue el primer presidente de la asamblea general de la Asociación de escritores mozambicanos, cargo en el que permaneció hasta 1987. Algunos de sus libros, son: Xigubo, Karingana ua Karingana. Murió hace algunos años y en su sepelio se dispararon en su honor varios cañonazos, pues fue considerado héroe nacional de su país en la lucha independentista del Frente de Liberación de Mozambique (Frelimo).
 

Pensamento da Semana

6 de Fevereiro - Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina (MGF)

Ifrah Ahmed, now 20, who endured female genital mutilation twice as a child in Somalia: 'I don't want children to go through it again.'

Photograph: David Sleator

People remember their birthday every year – they say, ‘This is the day I was born.’ But I remember this every single month – I get sick, I cry, and I stay at home. That’s the only thing I remember,” she says evenly, holding her gaze. The drone of the lunchtime Dublin traffic is so loud it might be passing through the room.










Fontes:
http://www.irishtimes.com/newspaper/weekend/2009/0328/1224243598333.html
http://apf.pt/cms/files/conteudos/file/Agenda/2010/Fevereiro%202010/Programa%20MGF.pdf
http://www.amnistia-internacional.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1233&Itemid=98

Olhar o Barreiro através das Artes

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Exposição "Dia dos Namorados, Dia dos Afectos"


A partir do próximo dia 9 de Fevereiro, vai estar no Fórum Barreiro, uma Exposição de Cartazes elaborados por alunos das várias escolas do concelho do Barreiro. A exposição intitulada "Dia dos Namorados, Dia dos Afectos" pretende ser uma forma diferente de comemorar o dia 14 de Fevereiro - Dia de São Valentim, procurando chamar a atenção para a importância dos afectos, no âmbito da Educação para a Saúde.

Em simultâneo com a Exposição, vai decorrer um concurso para eleger o melhor cartaz. A nossa escola vai estar representada por dois cartazes, pelo que desde já fica o convite para uma visita e para a participação na votação.



Não esquecendo a importância de partilhar afectos... um beijo, um abraço!


Isabel Lopes










segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A Biblioteca de uma escola é um espaço de leitura. Não só de leitura mas, espera-se, principalmente de leitura.
Felizmente, não é o único espaço. Mas, noutros espaços, as leituras podem ser diferentes porque nos faltam as letras, as palavras, as frases.
Inaugurada no ano passado, a Galeria d’Arte mostra os trabalhos realizados pelos alunos de artes, orientados por um dos seus professores.
Aí, os objectos necessitam de uma outra leitura, de serem vistos demoradamente, de se procurarem os pormenores que ajudam a contextualizá-los e a fazer parte de um todo coerente.
A instalação que está exposta neste momento chama-se “Arte à frente dos nossos olhos” e resulta do trabalho dos alunos do 12º D, orientados pela professora Cármen Luís.
Eis aqui as palavras que ajudam a leitura desta instalação.

Eu consumo
Tu consomes
Ela (ele) consome
Nós consumismo
Vós consumis
Eles consomem
Não é bonito, mas é o consumismo.
Nós conhecíamos este mundo tal como era, antes de se perder no consumismo! Mas perante este cenário negro ainda conseguimos ver um rasto de vida.
Através do material usado como lixo, podemos transformá-lo, pelas nossas mãos, em algo novo!
Podemos construir este caminho, com os ventos da mudança duma nova mentalidade sustentável.
E tudo o que se materializa em arte, requer a boa vontade de melhorar o que é nosso.
E na infinidade da arte, aplicamos o objectivo dum início para a humanidade!

domingo, 31 de janeiro de 2010

Grupo de Bandolins da Casa Museu Fernando Namora - Condeixa

Fernando Namora - 15/04/1919 a 31/01/1989

Neo-Realismo


Corrente literária de influência italiana que anexa algumas componentes da literatura brasileira, nomeadamente a da denúncia das injustiças sociais do romance nordestino. Quer na poesia, quer na prosa, o neo-realismo assume uma dimensão de intervenção social, agudizada pelo pós-guerra e pela sedução dos sistemas socialistas que o clima português de ditadura mitifica.
A sua matriz poética concentra-se no grupo do Novo Cancioneiro, colecção de poesia, com Sidónio Muralha, João José Cochofel, Carlos de Oliveira, Manuel da Fonseca, Mário Dionísio, Fernando Namora e outros.
No romance, Soeiro Pereira Gomes, com Esteiros, e Alves Redol, com Gaibéus, de 1940, inauguraram, na ficção, uma obra extensa e representativa, que também muitos dos outros poetas mencionados (sobretudo os quatro primeiros) contribuíram para enriquecer.
O romance neo-realista reactiva os mecanismos da representação narrativa, inspirando-se das categorias marxistas de consciência de classe e de luta de classes, fundando-se nos conflitos sociais que põem sobretudo em cena camponeses, operários, patrões e senhores da terra, mas os melhores dos seus textos analisam de forma acutilante as facetas diversas dessas diversas entidades, o que se pode verificar, nomeadamente, em Uma Abelha na Chuva, de Carlos de Oliveira, Seara de Vento, de Manuel da Fonseca, O Dia Cinzento, de Mário Dionísio e Domingo à Tarde, de Fernando Namora.
Na confluência com o existencialismo e com certas componentes da modernidade, são de salientar as obras mais tardias de José Cardoso Pires, O Anjo Ancorado e O Hóspede de Job, de Urbano Tavares Rodrigues, Bastardos do Sol, de Alexandre Pinheiro Torres, A Nau de Quixibá, ou de Orlando da Costa, Podem Chamar-me Eurídice.
Fonte: http://cvc.instituto-camoes.pt/literatura/neorealismo.htm

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Festival Literário Correntes d'Escritas - Póvoa de Varzim


66 escritores participam no Correntes d’ Escritas na Póvoa de Varzim
“Leitura, Escrita e Educação” será o tema da conferência de abertura do Correntes d’Escritas - Encontro de Escritores de Expressão Ibérica que será proferida pela escritora e ministra da Educação, Isabel Alçada. Este encontro que decorrerá na Póvoa de Varzim de 24 a 27 de Fevereiro juntará 66 escritores (de Portugal, Brasil, Moçambique, Cabo Verde, México, Colômbia, França, Espanha, Angola, Uruguai e Argentina). Muitos participam pela primeira vez neste encontro literário que já vai na 11ª edição.

Fontes:
http://www.publico.clix.pt/Cultura/66-escritores-participam-no-correntes-d-escritas-na-povoa-de-varzim_1420274
http://www.cm-pvarzim.pt/povoa-cultural/pelouro-cultural/areas-de-accao/correntes-d-escritas

Resultados do Concurso "Vamos criar um logótipo para a BE"


1º classificado - Isa Figueiredo - 11º E
2º classificado - João Pereira -11º E


3º classificado - Rui Gomes - 11º E

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

28 de Janeiro de 1958 - Registo da patente da Lego

What Building Toy Was First Patented on January 28, 1958?
The name 'LEGO' is an abbreviation of the two Danish words "leg godt", meaning "play well". It’s our name and it’s our ideal.
The LEGO Group was founded in 1932 by Ole Kirk Christiansen. The Company has passed from father to son and is now owned by Kjeld Kirk Kristiansen, a grandchild of the founder.
It has come a long way over the past almost 80 years - from a small carpenter’s workshop to a modern, global enterprise that is now, in terms of sales, the world’s fifth-largest manufacturer of toys.
On January 28, 1958 at 1:58 pm Godtfred Kirk Christiansen submitted the patent application for the improved Lego brick and building system in Copenhagen, Denmark. Today, the thousands of different shapes, sizes and colors of Legos are all designed to connect with the original brick from the Danish patent. All 2×4 Legos made since 1958 have been manufactured to the exact same measurements as the version outlined in the original patent.
more ...
http://www.lego.com/en-US/default.aspx
http://www.patentplaques.com/blog/?p=390


Parceria BFCTUNL - BESC - Literacia da Informação - Curso "Vinte Valores em Informação" - Testemunhos

O Curso de Formação foi muito importante para a nossa vida académica e não só, pois explicaram-nos várias maneiras de procurarmos informação segura. Ensinaram-nos também como se deve estruturar um trabalho.
Hélder, João, Mafalda, Sara, Sofia

Literacia da Informação - Curso "Vinte Valores em Informação" - Retratos

Apresentação Curso "Vinte Valores em Informação"

Curso "Vinte Valores em Informação

PORTO EDITORA - Nova Imagem




quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

3ª Palestra ESC À QUARTA - Percurso e Desafios Identitários das Literaturas Africanas de Língua Portuguesa

Apresentação3palestra

Maria Fernanda Afonso é titular de um doutoramento em Literaturas Africanas, obtido em França, na Universidade de Bordéus. Professora do Ensino Secundário, foi leitora do Instituto Camões, durante doze anos, nas Universidades de Toulouse, Bruxelas, Gand e Lovaina, onde ensinou Literatura e Cultura Lusófonas, tendo promovido a criação de cursos de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, participado em palestras e publicado artigos em revistas portuguesas, francesas e belgas.


Obras publicadas na Caminho
O Conto Moçambicano
(1.ª edição, 2004)
«Estudos Africanos», n.º 9


Fonte:
http://html.editorial-caminho.pt/show_autor__q1obj_--_3D32336__--_3D_area_--_3Dcatalogo__q236__q30__q41__q5.htm

27 de Janeiro: Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto


Que valor tem uma data num quotidiano efémero?
Que significado transporta uma imagem ou um poema aos sentidos embotados pela sua banalização?
Que fazer com um legado que persiste tão presente?
As respostas são plurais, como o é a nossa vida. É essencialmente uma visão que rejeitou o plural que esta semana se relembra, para que os seus efeitos permaneçam indeléveis no espaço da memória colectiva.
Volvido mais de ½ século sobre o dia 27 de Janeiro de 1945, em que as tropas soviéticas libertaram o maior campo de concentração nazi, o de Auschwitz-Birkenau, o pensamento e o poema da semana recriam a experiência indizível de muitos dos seus ocupantes, valorizando, simultaneamente, o poder libertador da palavra e do texto literário.
O seguinte link permite visualizar curtos documentários sobre a temática: http://www.ushmm.org/wlc/ptbr/media_list.php?MediaType=fi



PENSAMENTO DA SEMANA

"Apenas uma coisa permaneceu acessível, próxima e segura no meio de todas as perdas: a linguagem. Sim, a linguagem. Apesar de tudo, manteve-se protegida contra a perda. Mas teve de passar pela sua própria falta de respostas, através do silêncio aterrador, através das mil escuridões do discurso assassino. Atravessou. Não me deu palavras para o que estava a acontecer, mas atravessou-o. Atravessou e pôde ressurgir, "enriquecida" por tudo isso. "
Excerto das palavras proferidas por Paul Celan, em 1958, ao receber o Prémio Literário da Cidade Livre Hanseática de Bremen
Tradução da versão inglesa publicada em: http://en.wikipedia.org/wiki/Paul_Celan


POEMA DA SEMANA

Fuga da Morte
de Paul Celan
Leite negro da madrugada bebemo-lo ao entardecer
bebemo-lo ao meio-dia e pela manhã bebemo-lo de noite
bebemos e bebemos
cavamos um túmulo nos ares aí não ficamos apertados
Na casa vive um homem que brinca com serpentes escreve
escreve ao anoitecer para a Alemanha os teus cabelos de ouro
Margarete
escreve e põe-se à porta da casa e as estrelas brilham
assobia e vêm os seus cães
assobia e saem os seus judeus manda abrir uma vala na terra
ordena-nos agora toquem para começar a dança


Leite negro da madrugada bebemos-te de noite
bebemos-te pela manhã e ao meio-dia bebemos-te ao entardecer
bebemos e bebemos
Na casa vive um homem que brinca com serpentes escreve
escreve ao anoitecer para a Alemanha os teus cabelos de ouro
Margarete
Os teus cabelos de cinza Sulamith cavamos um túmulo nos ares
aí não ficamos apertados


Ele grita cavem mais fundo no reino da terra vocês aí e vocês
outros cantem e toquem
leva a mão ao ferro que traz à cintura balança-o azuis são os seus
olhos
enterrem as pás mais fundo no reino da terra vocês aí e vocês outros continuem
a tocar para a dança


Leite negro da madrugada bebemos-te de noite
bebemos-te ao meio-dia e pela manhã bebemos-te ao entardecer
bebemos e bebemos
na casa vive um homem os teus cabelos de ouro Margarete
os teus cabelos de cinza Sulamith ele brinca com as serpentes
E grita toquem mais doce a música da morte a morte é um mestre
que veio da Alemanha
grita arranquem tons mais escuros dos violinos depois feitos fumo
subireis aos céus
e tereis um túmulo nas nuvens aí não ficamos apertados


Leite negro da madrugada bebemos-te de noite
bebemos-te ao meio-dia a morte é um mestre que veio da Alemanha
bebemos-te ao entardecer e pela manhã bebemos e bebemos
a morte é um mestre que veio da Alemanha azuis são os teus olhos
atinge-te com bala de chumbo acerta-te em cheio
na casa vive um homem os teus cabelos de ouro Margarete
atiça contra nós os seus cães oferece-nos um túmulo nos ares
brinca com as serpentes e sonha a morte é um mestre que veio
da Alemanha


os teus cabelos de ouro Margarete
os teus cabelos de cinza Sulamith

In Sete rosas mais tarde. Antologia poética. Seleção, tradução e introdução de João Barrento e Y. K. Centeno. Lisboa: Edições Cotovia, 1996, pp. 15-19.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

5ª Festa do Chocolate

Já passaram cinco anos desde que se realizou a primeira Festa do Chocolate. Um projecto que nasceu para comemorar um outro projecto, o ESCrito, Jornal Escolar, cujos dinamizadores foram os professores Renato Albuquerque e Ana Santiago.
Durante estes cinco anos, os responsáveis por este projecto e os alunos intervenientes premiaram-nos com 24 edições do ESCrito, guardando a memória de tudo o que aconteceu, reflectindo e fazendo-nos reflectir sobre temas que preocupam a sociedade em geral e a escola em particular.
Muitos foram os professores e alunos que ao longo destes cinco anos perceberam a importância deste projecto e contribuíram para que o mesmo tenha conquistado o seu espaço próprio dentro da escola.
A Festa do Chocolate surgiu para comemorar o aniversário do ESCrito e é já uma imagem de marca dos Casquilhos cuja organização é da responsabilidade destes dois professores e aos quais se associaram desde a primeira hora a professora Maria do Anjo Albuquerque e, a partir da segunda edição, o professor Miguel Brinca. Ao longo destes anos esta iniciativa contou sempre com o apoio do orgão de gestão da escola.
A Festa do Chocolate é um exemplo do excelente trabalho de intercâmbio entre a escola e a comunidade, nomeadamente, as escolas básicas e os colégios, um número significativo de profissionais de pastelaria do concelho do Barreiro, a Câmara Municipal, juntas de freguesia, empresas ligadas à confecção e distribuição de chocolates, etc.
A 5ª Festa do Chocolate realizou-se no dia 21 do corrente mês e lembrou a todos a passagem de mais um aniversário do ESCrito.
Esta edição envolveu mais de uma centena de alunos da nossa escola que nos dias anteriores colaboraram na decoração de todo o espaço, e, ao longo do próprio dia, ajudaram a desenvolver o programa da festa.
Neste dia recebemos mais de 500 alunos de outras escolas, tendo a maior parte deles elaborado salame na nossa cantina, transformada, por um dia, numa fábrica mágica de chocolate. Foram ainda dançar e cantar no Auditório, ouviram a história da vóvó Matilde, participaram em jogos tradicionais, receberam balões e palhaçadas, visitaram a exposição de esculturas de chocolate e puderam provar o pão, os crepes, a fruta, os bolos... todos com muito chocolate.
Esta edição da Festa do Chocolate foi "surpreendida" com a presença de uma equipa da RTP-1 que, entre as 16 e as 18 horas, emitiram por 3 vezes para o programa "Portugal no Coração", mostrando a todo o país o que se passava nos Casquilhos.
"Os Batukeiros", grupo de percussão da Álvaro Velho (um dos momentos altos da nossa festa), também contribuíram para que os pequeninos que nos visitaram ficassem com vontade de voltar e encheu-nos a todos nós de muito orgulho.
O sucesso da festa deveu-se ao empenho de todos os que nos apoiaram. De entre os muitos que connosco colaboraram, não podemos deixar de destacar os professores de Artes Visuais e de Educação Física, os professores Isabel Lopes e João Patrão, todos os alunos que participaram na Organização e todos (alunos, encarregados de educação, funcionários e professores) que participaram nos concursos de doçaria. Um obrigado especialíssimo ao sr. Celso Cunha e ao mestre Fernando Palma, da Nortejo.
Obrigado a todos.

Maria do Anjo Albuquerque
Renato Albuquerque

Leya na Barata


LEYA NA BARATA
O grupo Leya e a Livraria Barata estabeleceram uma parceria para a exploração daquele espaço da Avenida de Roma, em Lisboa.
O acordo tem como objectivo a revitalização e dinamização da conhecida livraria, um dos ícones do universo livreiro da capital. É também objectivo fundamental desta parceria a manutenção do excelente serviço pelo qual a Livraria Barata é conhecida entre os seus clientes. O acordo prevê, igualmente, a instalação, no piso -1 da Barata, da "Loja do Professor", espaço que será dedicado aos Professores e às editoras escolares integradas na Leya - Asa, Gailivro, Novagaia, Texto e Sebenta.

Sobre a Livraria Barata
A BARATA - TABACARIA, PAPELARIA, LIVRARIA abriu as suas portas na Avenida de Roma, nº11, em 1957. O seu fundador, António Barata, juntamente com a sua mulher, trabalhou arduamente para garantir o sucesso daquela que viria a ser uma das mais emblemáticas livrarias de Lisboa. Durante os anos 60, mais do que o sacrifício da vida pessoal, António Barata sacrificou mesmo a sua liberdade. O seu amor aos livros era tal - dizia que «o fim do negócio é sempre o lucro mas neste ramo é um pouco diferente, a paixão já é uma quota-parte desse lucro» - que chegou a ser preso por causa deles, na sequência de buscas à sua livraria e à sua casa para apreensão de livros não conformes ao regime.
Em 1986 António Barata vê concretizado um desejo de longa data e inaugura as novas instalações, ampliadas para 360 m2 e com novas condições para desenvolver a sua actividade. A Barata era agora uma livraria informatizada, dotada de um espaço cultural e apoiada por uma estrutura empresarial da qual os seus descendentes faziam já parte integrante, garantindo ao fundador a continuidade do seu negócio.
Elogiado pela sociedade pelo seu espírito empreendedor, António Barata foi distinguido, em 1991, com a Medalha de Ouro de Mérito Municipal. O fundador da Livraria faleceu em 1993 mas a sua obra perdurou até hoje, graças ao trabalho dos seus familiares que se mantêm ligados a este incontornável ponto de encontro dos amantes dos bons livros.
Fonte: http://www.leya.com/


sábado, 23 de janeiro de 2010

Édouard Manet nasceu a 23 de Janeiro de 1832



Édouard Manet nasceu em Paris, a 23 de Janeiro de 1832, numa família abastada que lhe proporcionou uma formação de raízes académicas do atelier de Thomas Couture (1850-1856). Inconformado com os limites dessa formação, conheceu os mestres do passado expostos nos grandes museus europeus, cujas obras estudou e copiou.


O seu percurso foi marcado pelo escãndalo causado por O Almoço na Relva (1863), apresentado no Salão dos Recusados de 1863, e no Olympia (1863) um quadro rejeitado no Salão oficial da Academia de 1865. Público e crítica reagiram mal ao tratamento de nús de forma tão despudorada, bem como à abolição de meios-tons, à ausência de claro-escuro e às largas manchas de cor com pronunciados contrastes. Estavam lançadas as bases da pintura impressionista.


Pioneiro no modo de observar a natureza e na experimentação de novas técnicas, Manet estudou Ticiano, Velázqeuz e, sobretudo, Goya que o inspirou na nova interpretação do espaço e numa plástica que rompia com o modelado plano e rejeitava os meios-tons da pintura académica. Apesar de nunca ter exposto nas Exposições Impressionistas, estes elegeram-no como seu mestre.


As frequentes rejeições das suas obras do programa oficial do Salon garantiram-lhe o prestígio nos meios mais avançados da época, bem como a admiração de Baudelaire, Zola e Mallarmé, entre outros escritores. Em 1867 conseguiu organizar uma exposição individual graças aos favores do seu amigo Émile Zola, escritor e crítico de arte com créditos no meio cultural parisiense.


Sem nunca ter atingido o merecido reconhecimento oficial, Manet morreu em Paris a 30 de Abril de 1883, vitimado por doença prolongada.




quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

21 de Janeiro - 5ª Festa do Chocolate



Derreter chocolate, uma tarefa delicada ...

Muitas substâncias cristalizam em diferentes formas, e cada uma dessas formas tem propriedades bem distintas. Um exemplo bem conhecido é o do carbono que cristaliza como grafite (como a do bico dos lápis), que é preta e macia, e em diamante, que é muito duro e transparente. O mesmo acontece com a manteiga de cacau, que pode cristalizar em seis formas diferentes... E o interessante é que apenas uma delas é a mais indicada para se obter um chocolate com a textura ideal. Assim, para obter um chocolate de qualidade, deve evitar-se a presença de outras formas. Isso consegue-se com um controlo rigoroso das temperaturas de fusão e uma série de truques. A este processo chama-se temperar o chocolate. Fazer um bom chocolate não é, por isso, tarefa fácil ... requer mesmo muita experiência e conhecimentos!
O chocolate contém manteiga de cacau que funde a cerca de 35 º C e, em muito menor quantidade, algumas outras gorduras que fundem a uma temperatura um pouco superior, mas acima de 48 º C. Se deixarmos o chocolate aquecer até cerca de 54 º C, ele separa-se em manteiga de cacau, um líquido amrelado, e em partículas de cacau queimadas. Este processo é irreversível e torna o chocolate impróprio para uso. Assim, o chocolate deve ser derretido de forma lenta e a temperatura não deve atingir valores superiores a 49 º C.
Enquanto vai derretendo, o chocolate deve ser mexido para manter a temperatura tão uniforme quanto possível. É também importante que tenha sido partido em pedaços mais ou menos do mesmo tamanho e, de preferência pequenos. Pedaços maiores levam mais tempo a derreter e os mais pequenos, entretanto, podem ficar queimados.
Fonte: Guerreiro, M., Mata, P., A Cozinha é um Laboratório, Fonte da Palavra, Lisboa, 2009.

21 de Janeiro - Dia dos Intérpretes de Língua Gestual Portuguesa

Diário da República – I Série A – n.º 218 – 20/09/1997


Constituição da República Portuguesa

Artigo 74º
( Ensino)

h) Proteger e valorizar a língua gestual portuguesa, enquanto expressão cultural e instrumento de acesso à educação e da igualdade de oportunidades.

  Fonte: http://www.apsurdos.pt/