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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Pensamentos da semana


Todavia, o facto mais impressionante é a lei da gravidade ser simples. É simples enunciar completamente essa lei, sem deixar nada de vago para que alguém possa mudar o fundamental. A lei é simples e, por isso, é bela.(...)
Finalmente, devo referir a universalidade da lei da gravitação e o facto de se estender a distâncias muito grandes.
A Natureza utiliza longos fios para tecer os seus padrões, mas os bocados mais pequenos permitem revelar a estrutura de toda a tapeçaria.
Richard Feynman
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Pensamentos da semana


O primeiro homem que apresentou uma interpretação de base científica relativa à acção da Terra sobre os corpos foi o inglês Isaac Newton, que a esse respeito desenvolveu uma teoria matemática que é uma das maiores glórias do pensamento humano.
Para a exposição da sua teoria, Newton partiu de uma hipótese: a de que todos os corpos exercem acções entre si. Os corpos caem, segundo ele, pela mesma razão por que os planetas do sistema solar descrevm órbitas em redor do Sol e pela mesma razão por que a Lua descreve a sua órbita em torno da Terra. Na origem de todos estes movimentos estão as forças de atracção que os corpos exercem entre si, aquilo a que Newton chamou "atracção universal"
Rómulo de Carvalho

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Pensamentos da semana



"- Sim, e eu, durante muito tempo - houve uma época em que fazia resistência a viajar - nem sequer veraneava. Ficava em Buenos Aires durante os meses de Dezembro, Janeiro, Fevereiro, em que toda a gente tenta fugir. Eu ficava em Buenos Aires a suportar o Verão, que detesto. Mas, claro, nessa altura tinha vista, podia ler, podia escrever. E agora essas actividades estão-me vedadas, salvo por interposta pessoa, não é? Porque dito o que escrevo e oiço o que leio. Mas, enfim, tenho de aceitar isso - o facto de viver implica aceitar condições; além disso, esta condição é obrigatória, não posso actuar de outro modo: seria muito triste renunciar aos prazeres da leitura e da escrita pelo facto de estar cego"
Jorge Luis Borges