segunda-feira, 25 de outubro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
António Rodrigues de las Heras na IV Conferência PNL
sábado, 16 de outubro de 2010
Homenagem a MATILDE ROSA ARAÚJO na IV Conferência PNL
Sobre a sua vida e obra, relembramos o texto recentemente publicado, na edição de Junho do jornal escolar, O Intervalo, do Agrupamento de Escolas de Pedrógão Grande. A aluna Mónica Baeta do 5º A, escreveu-o pouco antes da autora nos deixar, apresentando a sua vida e obra, pela boca do livros "As Fadas Verdes".
Via RBE
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
IV Conferência Internacional PLANO NACIONAL DE LEITURA
15 e 16 de Outubro - 9:30h
Fundação Calouste Gulbenkian - Lisboa
Entrada livre
Programa
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Teixeira Gomes – A Literatura de um Presidente
Ana Garrido, Carla Diogo e Lina HeitorGostava mais do povo trabalhador do que da burguesia alambicada e egoísta este grande senhor das letras que nasceu numa família rica e poderosa de Portimão em 27 de Maio de 1860… (1)
Em tempos de memórias da Implantação da República, lembrámo-nos de ler e divulgar Manuel Teixeira Gomes, o escritor e o republicano que chegou a Presidente. Elegeram-no em 1923, abandonou o cargo em 1925. Não foi, contudo, o mais breve Presidente nem o único que se dedicou à Literatura. Dos dezoito presidentes que a República Portuguesa teve até hoje, dois outros - Manuel de Arriaga, o primeiro, e Teófilo Braga, o segundo - foram poetas, e Teófilo Braga com vasta obra no campo da poesia e da recolha e crítica literárias.
Teixeira Gomes, não sendo um escritor divulgado nas nossas escolas, é dotado de uma excelente escrita, que, indubitavelmente, agrada aos amantes da leitura. É sensual, gostosa, rica, desenhando personagens surpreendentes, finais inesperados e paisagens que visualmente nos chegam intactas.
Dado que viajou muito e permaneceu no estrangeiro em longas temporadas, por motivos políticos ou de negócio, e também nos dezasseis anos de exílio final da sua vida, conheceu sociedades e paisagens diversíssimas que transportou para os seus escritos: França, Holanda, Itália, Norte de África…
Algumas das suas narrativas mais conhecidas são Maria Adelaide, Novelas Eróticas e Gente Singular (colectânea de contos). A sua obra reflecte a sua personalidade, o seu génio de narrador e as suas experiências de vida filtradas pela lucidez, pelo sentido estético e pelo humor.
Na sua formação, conta-se a frequência do curso de Medicina em Coimbra, de que desistiu, para desgosto do pai, grande proprietário algarvio. Instalado em Lisboa, conviveu com os escritores João de Deus e Fialho de Almeida. Com 39 anos, juntou-se a Belmira das Neves, filha de pescadores, de quem teve duas filhas.
Na política, foi, desde jovem, republicano, tendo colaborado no jornal A Luta, de Brito Camacho. Depois da Implantação da República, em 1910, foi ministro de Portugal em Londres, em Madrid e delegado de Portugal nas Nações Unidas. Em 6 de Agosto de 1923, foi eleito Presidente da República, numa situação governativa extremamente instável, cargo a que resignaria em 1925, alegando motivos de saúde, após o que saiu de Portugal para não mais voltar.
Nas palavras de Teixeira Gomes, a explicação de tão breve governo é elucidativa:
A política longe de me oferecer encantos ou compensações converteu-se para mim, talvez por exagerada sensibilidade minha, num sacrifício inglório. Dia a dia, vejo desfolhar, de uma imaginária jarra de cristal, as minhas ilusões políticas. Sinto uma necessidade, porventura fisiológica, de voltar às minhas preferências, às minhas cadeiras e aos meus livros. (2)
Morreu aos 81 anos, em Bougie, na Argélia.O dinheiro que tinha consigo chegou à justa para pagar a conta do hotel e as despesas do funeral. Nunca manifestou qualquer desejo respeitante ao seu enterro. Não costumava falar da morte. Por vezes chegou a desejá-la, nas horas de maior sofrimento. O orgulho, porém, vencia nele a dor física – esse indomável orgulho que o fez resignar as funções de chefe de estado, o orgulho que o levou ao exílio, o orgulho que não o deixou voltar a Portugal, o orgulho que o fez morrer longe da família e dos amigos, num quarto de hotel onde viveu dez anos, num desconforto moral arrepiante. (3)
Na pátria, em pleno Salazarismo, aquando da trasladação dos seus restos mortais, em 1950, o funeral de Teixeira Gomes, em Portimão, deu azo a uma grandiosa manifestação republicana.
Se ficou interessado neste autor e na sua escrita, leia as obras Maria Adelaide e Gente Singular, que serão objecto de duas pequenas análises em breve publicadas neste blogue.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Elogio da Biblioteca (3)
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.
Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar… Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.
Elogio da Biblioteca (2)
Quando o bando de Emma entra pelo saloon de Vienna, para a prender, os misteriosos croupiers param as roletas. Enfrentando Emma com o seu terrível olhar, Vienna, sem desviar os olhos dela, dá uma seca ordem: «Keep the wheel spinning, Ed. I like to ear it spin. No fim de cada visão de Johnny Guitar só me apetece dizer aos projeccionistas: «Keep the film spinning. I like to see it spin.» Tanto, tanto.
João Bénard da Costa, Os Filmes da Minha Vida
Elogio da Biblioteca (1)
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Mário Vargas Llosa - PRÉMIO NOBEL da LITERATURA 2010
Uma distinção que vem reconhecer a vitalidade e qualidade de um autor pertencente a um universo literário, o latino-americano, já com diversos escritores galardoados com o Nobel:
Gabriela Mistral - 1945, Chile
Juan Ramón Jiménez - 1956, Venezuela
Miguel Angel Asturias - 1967, Guatemala
Pablo Neruda - 1971, Chile
Gabriel Garcia Marquez - 1982, Colômbia
Octavio Paz - 1990, México
Mario Vargas Llosa - 2010, Perú
via RBE